domingo, 18 de janeiro de 2009
Chuva.
Corriam para baixo de uma pequena venda fechada. Chovia forte e seus corpos estavam quase todo molhados. Arfavam e riam, depois pararam. Olharam-se e no mesmo instante desviaram os olhos. Na rua não se via uma alma viva, nem mesmo carros. A cidade parecia totalmente abandonada naquela região onde se encontravam. Não sabiam quais palavras dizer, como agir... Um silêncio constrangedor quebrado apenas pelos pingos batendo nas telhas e no chão. Era pouca a intimidade, amigos desde muito, amantes desde pouco. Ele procurava em sua mente imagens, lembranças ou peças para o quebra-cabeça que montava por si só. Ela remexia as mãos em desconforto, tentando advinhar o que se passava na cabeça do garoto de cabelos pretos ao seu lado. Os olhos castanhos não ousavam chocar-se com os azuis, mas precisavam daquele conforto que só ele a conseguia proporcionar. Sorriu olhando para o lado, suas bochechas estavam rosadas, lembrava-se do primeiro encontro, do primeiro toque e da primeira vez em que se olharam tão profundamente. Ele pareceu perceber o riso escondido e então passou a mirá-la sem entender. Ela como se sentisse o olhar inquietante, virou o rosto e fitou-o também. O sorriso ainda estava em seu rosto molhado. Ele sorriu quando se lembrou de algo. Aquele sorriso... De todos o mais perfeito e mais aconchegante. Ele olhou para o céu e disse, "Você falou que nunca foi beijada na chuva, não foi?". Ela o olhou sem entender, mas afirmou silenciosamente com a cabeça. Foi pega de surpresa quando a mão forte do garoto a puxou para a rua. Seus lábios se tocaram, suaves e deslizantes. Apenas assim, juntos e completos. Um dia de chuva.
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Chega sempre a hora em que não basta apenas protestar: após a filosofia, a ação é indispensável. (Victor Hugo)
às
15:37
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talvez lendo muitos romances.
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Beijos de dias de chuvas são os melhores. =]
ResponderExcluirAdorei isso aqui!
Beijo!
Line!