E as gotas gélidas pingavam sobre minha pele. Acenei um tchau antes de me virar e sentir todo o impacto de meus pensamentos. Somente eu e a chuva. Frio é psicológico, pensei, e logo parei de reparar em como minha pele arrepiava quando uma brisa soprava ou uma gota pingava em mim. Meus olhos ardiam e eu me segurava em meu fichário como se ele fosse tudo o que me sustentava, tudo o que me ajudava a caminhar os poucos minutos até chegar em casa. Tantos pensamentos em uma velocidade tão rápida que até parecia que minha mente estava vazia. Em qual parar? Em qual prestar atenção. Essas sensações que eu não conseguia assimilar. Quis correr, mas meus pés só davam seus passos pequenos. Dúvidas, tempos que passaram tão rapidamente, lembranças que não me recordava, dias distantes, futuro turvo, medos e inseguranças. Talvez fosse nisso em que eu estava pensando. Não me recordo muito bem, tudo tão momentâneo. Chegando a ser perturbador, devo acrescentar. Logo o frio voltou quando reparei em minhas roupas colando junto ao meu corpo. Cheguei em casa e logo fui para um banho quente. Esses banhos de chuva sempre me deixavam assim, vazia, momentâneamente.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Banho de chuva.
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Chega sempre a hora em que não basta apenas protestar: após a filosofia, a ação é indispensável. (Victor Hugo)
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13:41
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momentâneo.
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